quinta-feira, 2 de abril de 2009

Adoro essa crise

Infelizmente, com tanta coisa acontecendo, não estou podendo dar minha maior atenção, tecer os melhores comentários possíveis devido a ter que vir aqui, do outro lado do continente, buscar o leitinho das crianças.

Mas aproveito a incrivelmente demorada “siesta” peruana para deixar uma reflexão com vocês.

Estou começando a gostar dessa crise. Para quem for progressista, então, está sendo mel na chupeta.

Virão os babacas da ultra direita, seguidores do Esgoto, deitar falação sobre os 800 mil empregos perdidos. Idiotas. Esses empregos são nada perto do que aconteceu no resto do mundo e, ao fim de março, terão virado 700 mil e, depois, irão minguando.

O mundo rico já está chegando ao fundo do poço, de onde só há caminho para cima. E o Brasil, em uns dois ou três meses, será talvez o primeiro a se recuperar.

A balança comercial e a conta corrente cambial deverão ficar positivas. A Globalização foi pro espaço. A América Latina está sendo muito pouco afetada, à exceção de alguns países mais dependentes do comércio exterior.

Aqui no Peru, a crise é uma piada, como no Brasil. Algum desemprego que já começa a ser revertido, como em nosso país. Nunca vendi tanto aqui neste país. O real mais barato encherá de dólares as arcas tupiniquins.

Paradigmas neoliberais estão virando pó em velocidade vertiginosa. A direita mundial não tem mais líder, com a derrocada dos neocons americanos.

Barack Obama é o primeiro ser humano de verdade a governar os EUA. Como cansei de dizer aqui, ele está sendo o que se esperava que fosse. E ainda fala gírias, brinca com Lula, elogia o brasileiro, eles se abraçam e se tornam íntimos.

Sem a crise, teríamos aquele tarado do John MacCain governando os EUA, os paradigmas neoliberais não teriam sido desmoralizados, o Brasil deixaria de demonstrar ao mundo que é bem governado...

Que crise! Está mudando o mundo para melhor. Valerá a pena ter ocorrido. Aliás, quem, sendo normal da cabeça, não sabia que a era reacionária, com seu deus mercado, daria no que deu? Demorou, mas aconteceu. Pena que demorou tanto.


Escrito por Eduardo Guimarães

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